sábado, 4 de julho de 2015

30 anos que parecem 3 dias - Parte 2/3


PRIMEIRAS IDEIAS
O ano de 1955 foi atribuído à história por Gale e Zemeckis, pois, de acordo com os cálculos dos cineastas, um jovem de 17 anos de 1985 viajando para encontrar seus pais na mesma idade significaria viajar para a década de 50 (30 anos atrás). A época também foi escolhida por ter sido um marco da ascensão da juventude elemento cultural, destacando-se os rebeldes e os mocinhos, o nascimento do rock n' roll, a expansão dos subúrbios, sem falar que a década de 50 ficou conhecida como “Os anos dourados”.

A ideia inicial da trama possuía duas coisas meio que absurdas: MartyMcFly seria um tipo deempregado do Doc. Brown e a máquina do tempo um dispositivo laser que ficava instalado numa sala que seria anexado a uma geladeira e levado para o deserto de Nevada para um teste atômico onde, preso à traseira de um caminhão, era conduzido para a explosão para aproveitar seu poder nuclear. A ideia foi logo vetada, pois Spielberg temia que crianças entrassem na geladeira de suas casas para fazer alguma bobagem. Houve várias modificações até a famosa frase do Doc. Brown surgir na mente do diretor: “Se vamos fazer uma máquina do tempo, por quê não fazer com estilo?!”, então, surgiu a ideia do Delorean.

Vocês sabiam que o título “De Volta Para o Futuro” (Back To The Future) foi considerado ruim pela Universal? O estúdio achou que o tal nome não chamaria atenção do público e cogitaram mudar para “O Astronauta de Plutão” (Spaceman from Pluto). Felizmente, o título original permaneceu.

ELENCO
Michael J. Fox, nosso eterno MartyMcFly, não foi o primeiro a ser selecionado como o icônico viajante do tempo. Apesar de J. Fox ter sido a primeira escolha, este não estava com tempo disponível (que ironia, não?) na sua agenda, devido a série “Family Ties” (Caras e Caretas). As segundas opções de Spielberg e Zemeckis eram C. Thomas Howell e Eric Stoltz. Esse último foi escolhido para o papel e chegou a gravar várias cenas; porém, o ator não tinha o carisma que os produtores queriam para Marty. Após várias negociações com a produtora de Family Ties, Zemeckis e Spielberg conseguiram Michael J. Fox para o filme! Ah, Ralph Macchio, o Karatê Kid (de verdade), recusou interpretar MartyMcFly.

Christopher Lloyd foi o segundo ator a ser escolhido para interpretar o excêntrico Doc. Emmett L. Brown, após John Lithgow ter ficado indisponível para o papel. Originalmente, Lloyd havia recusado interpretar o Doutor, mas, após ler melhor o roteiro a pedidos de sua esposa, o ator achou interessante a proposta do filme e sua personagem, aceitando a oferta. Lloyd acabou fazendo um dos melhores trabalhos de sua carreira, se inspirando no maestro LeopoldStokowski e no cientista Albert Einstein para criar os trejeitos do Doutor Brown. Chegando até a pronunciar “gigawatts” da maneira como os cientistas pronunciam: “jigowatts”.

Os pais de Marty, George e Lorraine, foram respectivamente interpretados por Crispin Glover e Lea Thompson. Crispin é 3 anos mais jovem que seu “filho” e improvisou bastante para incorporar o pai nerd e desajeitado de Marty; não retornou nos filmes anteriores devido a um desacordo no contrato. Thomas F. Wilson, o Biff, foi perfeitamente escolhido para interpretar o vilão que atormentaria a família McFly na trilogia. As maquiagens de Lea, Crispin e Thomas no futuro levavam cerca de 3 horas para ficarem prontas.

Claudia Wells neta do cultuado escritor de ficção científica H.G.Wells, interpretou Jennifer, namorada de Marty, apenas no primeiro filme, pois sua mãe estava doente e preferiu passar mais tempo com ela. Foi substituída por Elisabeth Shue nas partes II e III.

CONTINUA...

Por Luke Rigaud

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