O ano de 1955 foi
atribuído à história por Gale e Zemeckis, pois, de acordo com os cálculos dos
cineastas, um jovem de 17 anos de 1985 viajando para encontrar seus pais na
mesma idade significaria viajar para a década de 50 (30 anos atrás). A época
também foi escolhida por ter sido um marco da ascensão da juventude elemento
cultural, destacando-se os rebeldes e os mocinhos, o nascimento do rock n'
roll, a expansão dos subúrbios, sem falar que a década de 50 ficou conhecida
como “Os anos dourados”.
A ideia inicial da
trama possuía duas coisas meio que absurdas: MartyMcFly seria um tipo deempregado
do Doc. Brown e a máquina do tempo um dispositivo laser que ficava instalado
numa sala que seria anexado a uma geladeira e levado para o deserto de Nevada
para um teste atômico onde, preso à traseira de um caminhão, era conduzido para
a explosão para aproveitar seu poder nuclear. A ideia foi logo vetada, pois Spielberg
temia que crianças entrassem na geladeira de suas casas para fazer alguma
bobagem. Houve várias modificações até a famosa frase do Doc. Brown surgir na
mente do diretor: “Se vamos fazer uma máquina do tempo, por quê não fazer com
estilo?!”, então, surgiu a ideia do Delorean.
Vocês sabiam que o
título “De Volta Para o Futuro” (Back To The Future) foi considerado ruim pela
Universal? O estúdio achou que o tal nome não chamaria atenção do público e
cogitaram mudar para “O Astronauta de Plutão” (Spaceman from Pluto). Felizmente, o título original permaneceu.
ELENCO
Michael J. Fox, nosso eterno MartyMcFly, não foi o primeiro
a ser selecionado como o icônico viajante do tempo. Apesar de J. Fox ter sido a
primeira escolha, este não estava com tempo disponível (que ironia, não?) na sua
agenda, devido a série “Family Ties” (Caras e Caretas). As segundas opções de
Spielberg e Zemeckis eram C. Thomas Howell e Eric Stoltz. Esse último foi
escolhido para o papel e chegou a gravar várias cenas; porém, o ator não tinha
o carisma que os produtores queriam para Marty. Após várias negociações com a
produtora de Family Ties, Zemeckis e Spielberg conseguiram Michael J. Fox para
o filme! Ah, Ralph Macchio, o Karatê Kid (de verdade), recusou interpretar
MartyMcFly.
Christopher Lloyd foi
o segundo ator a ser escolhido para interpretar o excêntrico Doc. Emmett L.
Brown, após John Lithgow ter ficado indisponível para o papel. Originalmente,
Lloyd havia recusado interpretar o Doutor, mas, após ler melhor o roteiro a
pedidos de sua esposa, o ator achou interessante a proposta do filme e sua
personagem, aceitando a oferta. Lloyd acabou fazendo um dos melhores trabalhos
de sua carreira, se inspirando no maestro LeopoldStokowski e no cientista
Albert Einstein para criar os trejeitos do Doutor Brown. Chegando até a
pronunciar “gigawatts” da maneira como os cientistas pronunciam: “jigowatts”.
Os pais de Marty,
George e Lorraine, foram respectivamente interpretados por Crispin Glover e Lea
Thompson. Crispin é 3 anos mais jovem que seu “filho” e improvisou bastante
para incorporar o pai nerd e desajeitado de Marty; não retornou nos filmes
anteriores devido a um desacordo no contrato. Thomas F. Wilson, o Biff, foi
perfeitamente escolhido para interpretar o vilão que atormentaria a família
McFly na trilogia. As maquiagens de Lea, Crispin e Thomas no futuro levavam
cerca de 3 horas para ficarem prontas.
Claudia
Wells neta do cultuado escritor de ficção científica H.G.Wells, interpretou
Jennifer, namorada de Marty, apenas no primeiro filme, pois sua mãe estava
doente e preferiu passar mais tempo com ela. Foi substituída por Elisabeth Shue
nas partes II e III.
CONTINUA...
Por Luke Rigaud




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