MELHORES CURIOSIDADES REFERÊNCIAS DE TODOS OS TEMPOS
Além das diversas curiosidades presentes no filme, há também
muitas referências ao universo da ficção científica. Vamos ver se vocês lembram
ou conhecem algumas delas?
- Logo nos créditos de abertura, um dos relógios do Doutor Brown mostra um homem pendurado no ponteiro de um relógio, referência clara a uma cena do filme “O Homem Mosca” (1923), com Harold Lloyd. A cena ganhou outra homenagem quando o Doc. – interpretado por outro Lloyd – fica pendurado no relógio da torre.
- A data em que Martyvolta para 1955, 5 de novembro, é a mesma data da viagem no tempo mostrada no filme “Um Século em 43 Minutos” (1979).
- Hill Valley é uma cidade fictícia, mas a locação usada para representar o lugar é a cidade californiana de Petaluma, a mesma usada em Gremlins, lançado 1 ano antes.
- O nome completo do Doc é EmmetLahtrop Brown. Lendo ao contrário EmmetLahtrop, terá algo que lembra “portal” (porthaL) e “time” (temmE).
- A cena em que MartyMcFlyse passa por Darth Vader do planeta Vulcano – com direito a saudação da raça de Spock - era para ser bem maior do que a mostrada no filme. Por questão de tempo (outra ironia), a sequência foi quase toda cortada. Na cena alternativa, Marty saca um secador de cabelo como arma capaz de derreter cérebros.
- O nome do fazendeiro Peabody, que criava dois pinheiros, é uma referência a um desenho educativo da década de 60 sobre viagens no tempo ,” The Bullwinkle Show”. Mr. Peabody era um cachorro que viajava com seu humano Sherman entre o tempo e espaço.
- Coisa que todo mundo em sã consciência sabe: Os cachorro do Doutor em 1955 chama-se Copérnico, em homenagem a Nicolau Copérnico (não diga!), e o de 1985 chama-se Einstein (não consigo imaginar por qual motivo).
- MartyMcFly foi o responsável pela “criação” do rock. Na clássica cena em que o personagem toca “Johnny B. Good”, o músico do baile Marvin Berry liga para o seu primo Chuck e pede para ele escutar o som. Chuck Berry é uma das lendas vivas do rock, responsável pela música original.
- Há uma singela homenagem ao diretor Stanley Kubrick no primeiro filme. No laboratório de Doc. Brown, quando Marty conecta sua guitarra em um amplificador, aparece um aviso com os dizeres "CRM-114". CRM 114 é o nome do decodificador de mensagens de Dr. Fantástico (1964) e 114 o número serial da exploração em Júpiter, de 2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968).
- Quando Marty chega em 1955, ele mata acidentalmente um dos pinheiros de Peabody. Em 1985, há um shopping no lugar onde ficava a fazenda, chamado “Twin Pines Mall” (Shopping Pinheiros Gêmeos). Quando Marty volta de 1955 para 1985, o shopping passou a se chamar “Lone Pine” (Pinheiro Solitário). Tadinho...
A PRODUÇÃO
As cenas de 1955 foram gravadas primeiro, devido ao cenário
construído nos estúdios da Universal, que devia se aparentar bonito durante os
anos 50 e desgastado nos 80. O que os produtores fizeram? Filmaram todas as
cenas externas que mostrava a praça do Relógio da Torre e depois bagunçaram
tudo para parecer que o lugar estivesse velho e mal tratado. Ao todo, foram 100
dias de filmagem, só que só terminou em abril de 1985; devido a isso, quase que
o filme teve de ser adiado para agosto. Para que o tempo cooperasse com um
filme que mais abordou conceitos temporais, editores de vídeo e som tiverem que
dar duro trabalhando 24 horas por dia.
A famosa trilha sonora do filme ficou sob a responsabilidade
de Alan Silvestri. Inicialmente, Spielberg não ficou muito satisfeito com a
trilha que Silvestri havia feito, pois o cineasta prefere composições com temas
épicos e que fiquei na cabeça das pessoas. Aconselhado por Zemeckis para
impressionar Spielberg, Silvestri refez o tema principal do filme duas semanas
antes da pré-estreia. O resultado, todos nós conhecemos. Por sugestão do
compositor, a banda Huey Lewis andthe News criou duas canções tema para o
filme: “The Power of Love”, indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, e
“Back in Time”.
LANÇAMENTO E LEGADO
Quando finalmente lançado, em 3 de julho de 1985, De Volta
Para O Futuro estreou em 1.200 salas nos EUA. Michael J. Fox não pôde
participar das premières do filme, pois estava gravando um especial de Family
Ties em Londres, nem mesmo pôde promover o filme e isso fez com que Zemeckis
achasse que De Volta Para O Futuro seria um fracasso comercial. Apesar disso, o
longa-metragem passou 11 semanas em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA.
O filme acabou arrecadando US$ 210.609.762 na América do
Norte e US$ 170.500.000 em outros países, acumulando um total mundial de US$
381.109.762, sendo a maior arrecadação do ano de 1985.
O legado de De Volta
Para o Futuro é, de fato, gigantesco e pesado (no bom sentido). É um filme que,
depois de 30 anos, consegue ser aclamado tanto pelo público quanto pela crítica
por ter a incrível capacidade de sempre permanecer atual. Tanto os 3 filmes da
trilogia tem suas sequências icônicas que serviram de inspiração para muitos
filmes e séries, principalmente o primeiro. Temos: logo no início, a abertura
ao som de “The Power of Love”, com Marty andando de skate pela cidade de Hill
Valley; a clássica cena da primeira experiência com a viagem no tempo com o
cachorro Einstein (que nas cenas internas do Delorean era um ser humano vestido
de cachorro); a clássica chegada de Marty a 1955; a confusão que o personagem
faz na história de seus pais; a épica sequência de perseguição com Marty no
skate – o skate tornou-se mais popular depois do lançamento do filme, isso é um
fato -; o baile e a famosa sequência em que o Doutor fica pendurado no relógio.
Atire a primeira pedra aquele que desconhece qualquer uma dessas sequências!
De Volta Para O
Futuro, felizmente, jamais precisará passar pelo vexame
de ter uma refilmagem. Os próprios Gale e Zemeckis já confirmaram, para a
alegria dos verdadeiros fãs da saga, que só haverá um remake quando eles
morrerem (e espero que isso leve muito tempo). Não há como reinventar um
verdadeiro clássico, coisa que a trilogia já se tornou.
Nessa longa estrada
da vida, gerações futuras perceberão que para onde eles forem jamais precisarão
de estradas, tampouco de remakes desnecessários, e, assim, colocarão seus
óculos futuristas (que deviam ter sido lançados esse ano) e assistirão De Volta
Para O Futuro original como um presente atemporal.
Por Luke Rigaud




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