Dragon Ball XenoVerse

Baseado na franquia Dragon Ball, é o primeiro jogo lançado em alguns consoles oitava geração

O Exterminador do Futuro: Gênesis - Crítica

Ele voltou! Depois de 12 anos, Arnold Schwarzenegger está de volta como o Exterminador T-800

22º RPG na Ilha

Confira o que rolou na 22ª edição do RPG na Ilha em Vitória

To 5 - Melhores Remakes

Alguns remakes (refilmagens) conseguem superar os filmes originais

TokyoGhoul, de Sui Ishida

O anime TokyoGhoul foi baseado em um mangá de terror e suspense de mesmo nome criado por Sui Ishida

domingo, 2 de agosto de 2015

Homem de Ferro brasileiro
























Ele não é nenhum Stark, mas criou o traje baseado na Mark VII como um especialista, usando materiais simples: papelão, jornal, cola, massa corrida, garrafas pet e latinhas de alumínio. Iago Cardoso, de 19 anos, é do interior de São Paulo e tem como hobby artesanato e criação de estátuas. Mas não pense que é um artesanato qualquer: entre as suas peças estão o mijolnir e um capacete stomper.

Toda criança sonha em ser um super herói e ter aqueles trajes, e como quase todos não existem (são apenas ficção) e o preço das réplicas é um absurdo, resolvi criar meus próprios acessórios.

Seu primeiro trabalho foi o capacete da Mark 42, o que não ficou de agrado do criador. Seu próximo trabalho terá início na próxima semana. Para os curiosos, uma dica: “Do you bleed?”.

Por Caroline Pinna

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Monster Musume No Iru Nichijo

Monster Musume No Iru Nichijo foi lançado em Maio de 2012 pelo autor Inui Takemaru, a adaptação para anime foi somente em 2015 e ainda está em exibição. O gênero é fantasia, comédia e arém (sim, arém também é gênero!) e no caso do mangá, é para maiores de 18 anos.

Monster Museme (que é menor, mais bonitinho e bem menos complicado) se trata de um mundo onde há três anos atrás o governo anuncia que existem espécies mitológicas e decide fazer um intercambio entre elas e os humanos. Somos apresentados a Kurusu Kimihito, um jovem morador da cidade de Tóquio que, por engano, recebeu uma dessas espécies.  A primeira personagem feminina do “aremMiia, uma lâmia ou seja, metade mulher e metade cobra, faz sua primeira aparição e a cada capítulo conhecemos personagens diferentes.

Existem regras a serem cumpridas, tanto pelos humanos quanto pelas espécies: é proibido relações sexuais e agressão física entre as espécies, por exemplo. As coisas se complicam porque Miia se apaixona por Kurusu. O protagonista sempre se vê no meio de uma briga entre as intra-espécies, sendo o provedor de alimentos – onde ele aparentemente mal trabalha e sempre tem dinheiro – além de ter um bom coração e sempre protege-las, seja fisicamente ou “pela honra delas”.

Uma das coisas interessantes é que 99% das personagens de intra-espécies (como também são chamadas) são do sexo feminino, havendo pouquíssimos personagens masculinos. Como o anime ainda está no começo, não dá para apostar em alguma coisa. Até o momento, pode-se notar que o mangá tem uma boa trama, com uma narrativa bem amarrada.

Por André Mota

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Homem-Formiga – Crítica

A Marvel está de fato vivendo sua melhor era cinematográfica, sendo uma das principais responsáveis pela grande década do cinema voltado para a cultura nerd. Mais uma vez, o estúdio que nos presenteou com as fantásticas adaptações “Homem de Ferro”, “Guardiões da Galáxia”, “Os Vingadores” e “Capitão América: O Soldado Invernal”, faz uma aposta de risco: um herói pouco conhecido pelos fãs mais jovens e pouco venerado pelos mais velhos, porém extremamente importante no universo dos quadrinhos, ganha um filme solo sob a mesma responsabilidade de ser algo grandioso.

Como sempre, a Marvel possui ideias e táticas inegavelmente brilhantes para inserir novos personagens em seu universo cinematográfico. Porém, talvez seja essa a primeira vez que percebemos que nem tudo que reluz no estúdio é ouro. Homem-Formiga (Ant Man), apesar de toda a tentativa da Marvel de trazer algo desconhecido às telonas e fazer dessa ideia de risco alguma coisa incrível, está muito longe de se igualar às produções anteriores que fizeram jus ao nome da empresa que criou alguns dos melhores heróis da cultura pop.
No filme, o Dr.HankPyn (Michael Douglas) tenta esconder uma experiência que criou de mãos erradas. Quando descobre que seu pupilo Darren Cross (Corey Stol) está desenvolvendo o projeto “Jaqueta Amarela”, baseado nos experimentos do seu mentor, Pyn sente uma ameaça e resolve contratar um exímio ladrão, Scott Lang (Paul Rudd), recém-saído da prisão, para se infiltrar no laboratório da Pym Technologies e roubar o protótipo do projeto de Cross, antes que este possa levar o mundo ao caos.

Tanto a história do primeiro Homem-Formiga (Pyn) quanto do segundo (Lang) possuem suas semelhanças e diferenças com os quadrinhos. De um lado, vemos o Dr. Pyn, que usara o traje de encolhimento do super-herói nas décadas de 70 e 80, afastado dos Vingadores e seguindo seu caminho só; vale lembrar que o primeiro Homem-Formiga foi um dos fundadores e principal membro do grupo de heróis, ao lado de sua esposa, Janet Van Dyne, a Vespa (que é brevemente citada no filme, e deverá ser melhor explorada nos próximos). De outro, vemos um Scott Lang não especialista em engenharia eletrônica (como nas HQs), mas um exímio ladrão sem más intenções, que, ao sair da cadeia, tenta abandonar a vida de crime e arranjar um emprego para ter permissão de fazer visitas à filha (uma das personagens mais fofas e divertidas do filme) que está sob a guarda da mãe e o padrasto. Porém, o que mais pode decepcionar os fãs do universo dos quadrinhos é o fato de o herói do filme não ser primeiramente o original, o que poderá ser prejudicial às futuras continuações.

Não que Scott Lang seja um mau Homem-Formiga – muito pelo contrário, pois o personagem de Paul Rudd consegue, de fato, ser bastante carismático e cativante, apesar de não muito inteligente -, mas, o mais prudente a um filme de origem seria inserir na trama a verdadeira história do herói com seu principal alter ego, em vez de apresenta-lo no universo cinematográfico como um quase coadjuvante, levando em conta também as incríveis histórias de HankPyn e suas habilidades, como diminuir, comunicar-se com as formigas e controla-las e espichar de tamanho – tornando-se o herói “Gigante” ou “Golias”-.

O desenvolvimento da trama não empolga. Apesar de Edgar Wright ter escrito boa parte do roteiro, antes de ser demitido como diretor do longa-metragem, a história não possui uma trama inovadora, tampouco profunda e abrangente, como a de Capitão América 2, não explora bem seus personagens coadjuvantes e peca bastante por exagerar no humor, chegando a ser engraçado e, ao mesmo tempo, irritante e fora do contexto. Em resumo, o roteiro se perde em demasia, tendo ação onde não deve, humor em momentos inoportunos e um melodrama forçado – apesar de compreensível e necessário – que não fora bem dosado.

Claro que nem tudo foi mal aproveitado nessa produção que, infelizmente, devo classificar como a mais fraca dos estúdios Marvel. Há referências importantes a respeito do herói e do universo dos quadrinhos que foram bem inseridos à trama, além das cenas pós-créditos que darão um gostinho de “quero mais” para quem espera desesperadamente por “Guerra Civil”. As cenas de ação estão divinamente bonitas e eletrizantes, assim como os cenários gigantes dos momentos que em Scott diminui, o que devo admitir ter inovado no quesito de sequências de ação dos filmes de super-heróis.

Sendo o primeiro filme da “Fase 3” da Marvel, Homem-Formiga decepciona a quem pretende ver um filme de super-herói, principalmente do personagem cuja importância é fundamental nos Vingadores, mas é divertido e empolgante para quem pretende assistir a um bom filme-pipoca para relaxar e esquecer os problemas que a vida proporciona, sejam eles gigantes ou minúsculos.


Nota: 5,5

Por Luke Rigaud

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Os momentos mais assustadores da Disney

Nos filmes Disney nem sempre há passarinhos acompanhando a música cantada pela princesa protagonista, ou personagens felizes voltando para casa depois de uma batalha final, fofurices no modo geral. Muitas animações, principalmente as mais antigas do estúdio, possuem momentos realmente estranho – pra não dizer perturbadores – que certamente já deixaram muitos de nós com medo na infância. Listamos alguns desses momentos que podem ser conferidos abaixo:

5 – Canção “Fogo do Inferno”  - O Corcunda de Notre-Dame (1996)



Nesse “típico” número musical, o vilão Claude Frollo expressa toda sua obsessão e ódio pela cigana Esmeralda, considerando o “feitiço” da personagem sobre ele algo parecido como o fogo do próprio inferno. A canção “Fogo do Inferno” (“Hellfire”, no original) é, sem dúvidas, uma das mais fortes da Disney e bela quando se diz respeito à sonoridade. Porém, a letra da música pode soar bastante polêmica para um filme infantil, segundo afirmaram os críticos da época de lançamento de “O Corcunda de Notre Dame”. Uma coisa realmente sinistra na sequência é o julgamento de Frollo, por homens fantasmagóricos encapuzados de vermelho (e cantando um coro em latim!). Por conta dessa cena, o filme recebeu censura G (equivalente a 
12 anos) nos EUA.



4 – O exército de mortos – O Caldeirão Mágico (1985)



Pra falar a verdade, “O Caldeirão Mágico” não possui apenas uma cena estranha. O filme completo é bastante assustador e sombrio, em comparação com os filmes da Disney na época (década de 80). Porém, há uma cena que consegue botar mais medo que qualquer outra da animação: o exército dos mortos do Rei de Chifres. A sequência – que foi a primeira em um filme da Disney a usar efeitos de computador – mostra o tenso vilão evocando o exército maligno pelo Caldeirão Negro, despertando, assim, os cadáveres apodrecidos que estavam no local (a cena seria mais longa, pois mostraria os mortos realmente matando outro exército, mas foi vetada). “O Caldeirão Mágico”, ou “O Primeiro Filme da Disney Sem Cantoria”, ou “O Primeiro Filme da Disney Censurado”, não foi bem aceito pelos críticos por ser sombrio demais, mas possui alguns fãs (entre eles, eu). 

3 – Branca de Neve na floresta – Branca de Neve e os Sete Anões (1937) 



Nas primeiras cenas em que a primeira princesa Disney aparece, há mares de fofuras, cantorias, coisas e tal, até, sem mais nem menos, chegar o momento em que o Caçador – e uma cena já meio tensa – desiste de matá-la e a manda fugir para a floresta. Gritos chorosos e dramalhões teatrais a parte, a sequência em que Branca de Neve corre perdida pela floresta ao mesmo tempo assusta e dar uma dor no coração. Sim, além de sentir calafrios devidos àqueles diabos de galhos q sinto pena da coitadinha (Coitadinha uma ova! Quem é que teve pena de mim, quando eu era criança?!). Walt Disney não poupou momentos tensos nem no primeiro longa-metragem do estúdio.

2 – Transformação de Espoleto em burro – Pinóquio (1940)



Confesso que eu sempre botava uma almofada pra tapar a cara quando chegava nessa cena do clássico Pinóquio. Nem tudo era maravilhoso na Ilha dos Prazeres e o “pobre” Espoleto teve que ser transformado em burro para perceber (ou não) isso. A sequência, muito bem feita para as técnicas de animação da década de 40, mostra o desespero do personagem, implorando ajuda para Pinóquio e chorando por querer sua mãe, quando seu rosto começa a mudar; logo depois, o menino levado se transforma por completo em burro e fica descontrolado, quebrando tudo que vê pela frente. Sem dúvida, a cena ainda pode traumatizar crianças, mesmo após 75 anos. 



1 – Uma Noite no Monte Calvo – Fantasia (1940)



Tenebroso! Essa é a palavra que descreve perfeitamente o último segmento de “Fantasia”, acompanhado da música clássica “Night On Bald Mountai”, de Modest Mussorgsky. A sequência mostra simplesmente um gigantesco demônio negro chamado Chernobog – famoso no folclore eslavo – surgindo de um fogaréu na noite de Halloween e levando almas de pessoas de um vilarejo. Quando Chernobog atira umas almas no fogo, as labaredas parecem formar mulheres nuas. O horror só termina quando o sol nasce e um coro de voz caminha para uma catedral na floresta, cantando ''Ave Maria''. Os movimentos de Chernobog foram extraídos do astro de terror Bela Lugosi, o Drácula.

Por Luke Rigaud

Dragon Ball Xenoverse

Baseado na franquia Dragon Ball, é o primeiro jogo lançado em alguns consoles oitava geração, além de ser o primeiro a receber uma versão PC, também disponível para PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360. Os jogadores podem criar personagens a partir de várias raças, sendo o terceiro jogo Dragon Ball para caracterizar a criação do personagem, podendo escolher raça, gênero, cabeça, vestuário e voz, além de poder alterar o tom e adicionar efeitos de voz do personagem. Personagens do jogador para o StoryMode podem ser cinco ou mais tipos de corrida: Saiyan, Earthling, Majin, Namekian e Frieza’srace.

Dragon Ball XenoVerse é o 15º jogo de Dragon Ball de luta lançado em consoles, mas ao contrário dos jogos anteriores, contará com uma nova história, incluindo um personagem criado para o jogo e o retorno do personagem Time PatrolTrunks, de Dragon Ball Online, que ajuda a restaurar o tempo.

O jogo se passa em ambientes destrutíveis em 3D. Os lutadores podem atravessar os níveis de livre circulação em espaços muito grandes. XenoVerse possui diálogo durante as lutas, e os lutadores mostram expressões faciais quando atingem um adversário ou recebem dano. Os jogadores têm liberdade para explorar o planeta Terra, tal como existe no universo Dragon Ball, juntamente com outros locais, incluindo uma nova cidade misteriosa revelada como Toki-Toki City, ponto de origem para o novo personagem do jogo, e ponto de encontro com outros jogadores, assumindo missões cooperativas que viajam no tempo.

Por Paula Inojosa

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Exterminador do Futuro: Gênesis - Crítica


Ele voltou! Depois de 12 anos longe do personagem que praticamente o lançou para o estrelato hollywoodiano, Arnold Schwarzenegger está de volta como o Exterminador T-800 em mais um filme da franquia “O Exterminador do Futuro”, criada por ninguém menos que James Cameron (Aliens, Titanic), para fazer a alegria – ou, pelo menos, tentar– dos fãs depois do descartável Exterminador do Futuro 4 – A Salvação.

Esse quinto longa-metragem da franquia, porém, pode também ser considerado descartável por quem considera os clássicos de 1984 e 1991 os únicos filmes dignos do nome “Exterminador do Futuro”. Mas, por outro lado, “O Exterminador do Futuro: Genesis” (Terminator: Genisys), pode ser ao mesmo tempo desnecessário e interessante para aqueles que gostam da premissa do universo Terminator e para quem quer explicações a respeito da viagem no tempo, fator fundamental para todos os filmes da saga. Na verdade, o filme ora parece uma continuação dos 3 primeiros – o quarto é completamente descartado -, ora um remake feito às pressas dos dois primeiros, feito para atrair um novo público.

A história do filme começa em 2029, seguindo a linha ideológica do primeiro filme, com Kyle Reese (Jai Courtney) sendo enviado para o ano de 1984 por John Coonor (Jason Clarke) a fim de proteger a futura mãe do líder da resistência, Sarah Connor (Emilia Clarke), do Exterminador. Até aí, nada é diferente. A história do Exterminador do Futuro: Genesis começa de verdade quando um acontecimento inesperado ocorre no exato momento em que Reese é transportado para o passado, mudando, assim, a realidade; quando o personagem chega em 1984, ele encontra uma Sarah Connor madura e independente de sua proteção, por ser, nessa realidade protegida por um velho T-800 (Schwarzenegger), chamado pela garota de “Papi” (Pops).
 O desenrolar da trama torna-se confuso ao usar em demasia a questão de viagem no tempo, por amis que tal recurso seja fundamental para o desenvolvimento da história, o que torna o novo filme da franquia do Exterminador um tanto complicado de se entender e, diferente dos anteriores, complexo a ponto de deixar várias perguntas na cabeça de quem assiste. Ao mesmo tempo que o filme não traz grandes novidades, principalmente por mais parecer um “filme-homenagem” - assim como fora Jurassic World - aos clássicos de 1984 e 1991, o longa possui ótimas referências e perfeitas reconstruções de cenas do primeiro longa, ao brincar com a viagem no tempo. Talvez, o momento mais impressionante do filme e que, pelo trailer, seria o que realmente faria o público mais velho vibrar é a cena em que o T-800 velho enfrenta o jovem que acabara de chegar em 1984; a sequência de ação, de fato, empolga, porém o mais legal dela é o fato de acontecer em um determinado momento inesperado do novo longa-metragem.

Todo o conceito de tempo, porém, como já foi dito, perde a linha da meada, criando uma situação, ora inteligente, ora exagerada, que reconstrói a história da franquia de uma maneira um tanto inusitada, colocando Kyle Reese como o herói protagonista e John Connor o vilão da história. Talvez essa bagunça de viagem no tempo, que deixará muita gente confusa (recomendo que vocês assistam ao filme mais de uma vez), seja fundamental pelo fato dela ter sido ocasionada por ninguém menos que Matt Smith, nosso eterno 11th Doctor (Doctor Who), que interpreta a inteligência artificial Skynet.
 Apesar de escorregar no roteiro, o filme tem um desenvolvimento bem movimentado, o que garante diversão, apesar das dores de cabeça devido à história. Jai Courtney não é muito carismático, mas consegue ter ritmo ao interpretar seu personagem, assim como Emilia Clarke. Jason Clarke interpreta um John Connor antagonista pouco assustador como os demais vilões da franquia, mas consegue fazer o público sentir raiva de sua personagem e torcer para Schwarzenegger que retorna no seu icônico T-800, agora com mais emoções “humanas”. Arnold está velho, porém não obsoleto, como diz a nova frase de feito do filme que substitui “Hasta la vista, baby!”, e isso é mostrado da melhor maneira das cenas de ação com bastante pancadaria e efeitos visuais sem exageros.

Concluindo, O Exterminador do Futuro: Gênesis não é um filme realmente necessário, tampouco uma obra inovadora cinematográfica que deixará a todos os fãs do gênero ficção científica com os cabelos em pé, mas é sim uma boa tentativa de reconstruir uma das franquias mais importantes da sétima arte. É recomendado que vocês fiquem para ver os créditos, pois no meio desses há uma cena extra indicando a possibilidade de que o Exterminador voltará.

O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS (Terminator: Genisys)
Direção: Alan Taylor
Produção:  Megan Ellison e David Ellison
Roteiro: LaetaKalogridis e Patrick Lussier
Trilha Sonora: LorneBalfe/Hans Zimmer
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Jai Courtney, Emilia Clarke, Jason Clarke, Matt Smith, J.K. Simmons, Lee Byung-hun, entre outros
EUA, 2015 – 2h 06 min
Nota: 7

Por Luke Rigaud

domingo, 19 de julho de 2015

22ª edição do RPG na Ilha

Neste sábado, no Espírito Santo, aconteceu a 22ª edição do RPG na Ilha, evento que reúne amantes de RPG, boardgames e cardgames em um só lugar.

Olha só o que rolou:

RPG:
- Campanha Épica, com Dinho Reis;
- Savage Worlds: "A Ascensão dos Metrovinos" e Fiasco, com André Cruz;
- Acursed / Savage Worlds, com Adherbal;
- Space Dragon, com Rafael Ronsard;
- The One Ring, com Douglas Santana Mota.

Boards e Cards:
- Concurso de Novos Jogos;
- Zombicide, com João Balarini
- Campeonato Capixaba de VTES;
- Krosmaster Arena e Battle Scenes, com Israel Jeffman;
- King of Tokyo, Com Rafael Ronsard.

Por Caroline Pinna

sábado, 18 de julho de 2015

Top 5 - Melhores Remakes




Odiados por uns, detestado por outros, os remakes (refilmagens) de filmes clássicos ou estrangeiros são as “criações” mais desnecessárias de Hollywood, de acordo com muitos fãs da sétima arte. Porém, nem todos os remakes são ruins. Alguns conseguem, além de ser tão bons quanto, superar os filmes originais!

Confira abaixo 5 grandes remakes que merecem ser vistos e revistos por todos que apreciam a boa arte do cinema. 

5 - Bravura Indômita (2010)
Essa é a prova de que os irmãos Coen são bons até nos remakes. Bravura Indômita (2010) também conta com a mesma história de vingança do original (estrelado por John Wayne), porém com um melhor toque de mistérios misturado com sentimentalismo que funcionou perfeitamente. O filme tem um ótimo visual Western, contando com uma fotografia muito bonita e vencedora do prêmio BAFTA (Reino Unido) e excelentes atuações. Jeff Bridges conseguiu atuar tão bem quanto seu antecessor (Wayne), recebendo uma indicação ao Oscar de melhor ator. Porém, a atuação em destaque foi da jovem atriz Hailee Steinfeld que, apenas com 13 anos, deu um verdadeiro show no papel da personagem Mattie Ross. Steinfeld recebeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

4 - King Kong (2005)
O segundo remake de King Kong é uma ótima e emotiva homenagem ao clássico de 1933. O longa-metragem, dirigido por Peter Jackson (trilogias Senhor dos Anéis e Hobbit), é ambientado na década de 30 no período da grande depressão, na mesma época em que o clássico foi lançado nos cinemas americanos, usando a mesma história, mas com muito mais detalhes adicionais e uma breve foco no mercado cinematográfico nos anos 20 e 30. O filme de 2005 foi uma super produção, com excelentes efeitos visuais de captura de movimentos, uma bonita fotografia e boas atuações. Talvez, o único problema do filme seja sua longa duração, mas isso não faz King Kong de Jackson ser entediante, muito pelo contrário. 

3 - Cabo do Medo (1991)
Martin Scorsese realizou uma boa refilmagem do suspense O Círculo do Medo, de 1962. O longa-metragem de 1991 não é melhor que o clássico nem inferior, mas consegue ser tão bom e interessante quanto, por melhor explorar a loucura do psicopata Max Cady. Na trama, Cady, ao passar 14 anos na cadeia, volta com tudo para vingar-se de seu advogado, responsável pela sua prisão. Assim, começa a aterrorizar a vida de seu ex-advogado e sua família. A atuação de Robert De Niro como Cady foi algo extremamente fantástico e assustador, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar. Atores da primeira versão, Gregory Peck, Robert Mitchum (que viveu o psicopata antagonista do longa) e Martin Balsam também estão presentes no remake. 

2 - Scarface (1983)
Fazer uma refilmagem do clássico de 1932 (dirigido por Howard Hawks) não era uma tarefa simples, muito menos bem vista pela maioria dos cineastas. Porém, o diretor Brian De Palma misturou a história do original com elementos atuais na época (década de 80) e realizou um dos melhores remakes já feitos na história do cinema. Scarface de 1983 não teve como centro a máfia italiana, mas a cubana que envolvia, principalmente, o tráfico de drogas. O longa mostra o criminoso cubano Tony Montana, interpretado pelo mestre Al Pacino, que tenta montar um império mafioso de tráfico de drogas em Miami. Scarface é um dos filmes mais violentos já produzidos e um clássico dos anos 80. Atualmente, é considerado um filme cult.

1 - Ben-Hur (1959) 
Poucos devem saber, mas o clássico Ben-Hur de 1959 é a terceira adaptação do romance escrito por Lew Wallace. O longa (muito longo, por sinal) é a segunda refilmagem do curta-metragem mudo de 1907, de mesmo nome. Em 1925, estreou o primeiro remake de Ben-Hur, dirigido por Frank Niblo e estrelado por Ramon Novarro. Porém, foi a versão de 59 que ficou mais conhecida e venerada pelo público e crítica, sendo considerada um dos maiores filmes épicos da história do cinema. É impossível não se impressionar com a sequência da corrida de bigas e perceber a perfeição das cenas. Ao meu ver, a sequência da corrida é, até hoje, a mais bem feita na história da sétima arte. No longa, Judah Ben-Hur é vivido pelo ator Charlton Heston e sua atuação rendeu-lhe o Oscar de melhor ator. O filme foi o primeiro recordista no Oscar, recebendo 11 estatuetas, incluindo melhor filme e diretor (William Wyler). Atualmente, está empatado com Titanic e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei.

Por Luke Rigaud

quinta-feira, 16 de julho de 2015

TokyoGhoul, de Sui Ishida

O anime TokyoGhoul, foi lançado em 2014, baseado em um mangá de terror e suspense de mesmo nome criado por Sui Ishida.

A cidade de Tóquio é assolado por um mal, uma raça de seres denominados Ghouls, criaturas que se alimentam de humanos e chegam a vomitar se provam de comida “normal”. Ficam mais fortes quando comem carne humana, podendo se regenerar. Opostos ao elenco de ghouls temos a CCG (Comission of Counter Ghoul), agentes que caçam e matam a espécie dita por eles de “demônios”. Mado e Amon são os agentes que acompanhamos no decorrer da trama. Mado possui uma forte intuição para resolver casos, o que é bem visto pelos outros investigadores, já Amon é um jovem parceiro de Mado que tem uma forte convicção de que precisa acabar com todos os ghouls existentes. Cada investigador usa uma arma especial pra feri-los e retardar a sua regeneração.

Pra quem gosta dos gêneros de “terror”, “sobrenatural” e “horror”, TokyoGhoul é um prato cheio, com um clima meio sombrio e cenas bem gore, o anime tem duas temporadas, com 12 episódios cada, o que não deixa a história muito estendida cria a ansiedade para mais episódios.


O mangá possui sua sequência normal e outras histórias paralelas: “TokyoGhoul: Re” e “TokyoGhoul: Jack”, focada em dois personagens da trama principal. A história principal em si é bem costurada, mostrando o ponto de vista dos dois lados, tanto dos ghouls, quanto dos investigadores.

Por André Mota

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Bloodborne: RPG para PS4


Bloodborne é um jogo de role-playing game (RPG), de ação e aventura, repleto de um terror implacável, dirigido por Hidetaka Miyazaki e desenvolvido pela FromSoftware, exclusivamente para PlayStation 4.

Na antiga cidade de Yharnam, um lugar em ruínas, amaldiçoado com uma estranha doença endêmica, onde segundo rumores ela abriga um medicamento potente. Ao longo dos anos, muitos viajantes fazem peregrinações para a cidade em busca do remédio, e o jogador assume o papel de um desses viajantes. Ao chegar na cidade descobre-se que ela está atormentada por esta doença endémica que transformou a maioria dos seus habitantes em criaturas bestiais. Então o jogador deve percorrer as ruas de Yharnam e superar seus habitantes e monstros horripilantes, a fim de sobreviver.

Bloodborne conta com elementos de RPG semelhantes aos encontrados em Demon’s Souls and Dark Souls, jogos também produzidos pela FromSoftware. O combate é rápido e requer uma abordagem mais ofensiva para que os jogadores possam sobreviver a densas hordas de inimigos. Bloodborne também possui um arsenal de armamento muito mais dinâmico.

Perigo, morte e loucura espreitam em cada esquina deste mundo escuro e terrível, e você deve descobrir seus segredos mais sombrios, sempre seguindo com o objetivo de sobrevivência.

Por Paula Inojosa

Green Blood, de Masasumi Kakizaki

A JBC lançou aqui no Brasil o mangá seinen "Green Blood", de Masasumi Kakizaki, com um total de 5 volumes. Entre as criações Kakizaki estão "Hideout" e "Rainbow".

As primeiras páginas do primeiro volume eram coloridas e com uma gramatura mais alta. As outras páginas não tinham tanta qualidade, mas eram bem feitas. A história é excelente! O jogo de claro-escuro em certas páginas me lembrou muito o film noir.
A história se passa em uma Nova York ambientada no período do Velho Oeste, mais precisamente em um distrito pobre e violento, um distrito sem lei, chamado Five Points. Os protagonistas são os irmãos Luke e Brad; Luke é um rapaz honesto e que, mesmo com as dificuldades, tem em mente que se juntar a alguma gangue não trará o “sonho americano” que tanto almeja. Em contrapartida, seu irmão mais velho, Brad é um grande desleixado que guarda um segredo de Luke: conhecido como Grim Reaper é um assassino com uma grande fama por ser cruel e habilidoso e pertencente à maior gangue do distrito, a Grave Diggers.
Meu primeiro contato com o mangá foi numa banca de revistas. Estava distraída, à procura de algo para ler, quando me deparei com a capa daquele primeiro volume. Logo de cara já me chamou a atenção: o traço, o enredo... Comprei sem hesitar. Li numa velocidade que nem acreditei; já queria o próximo. Nas bancas, só chegaria a um mês; nas livrarias, nem sinal. Eu me recusei a ler online, queria ter a obra em minhas mãos. Aqui em Vitória (ES) as coisas demoram um pouco em chegar, então precisei exercer a minha paciência.

Foi numa ida com um objetivo bem diferente à certa livraria que vi, numa estante bem no canto, os outros quatro volumes que eu tanto procurava. Minha cruzada finalmente terminou. Toda semana era uma adrenalina ir de banca em banca, entrar em contato com as (poucas) livrarias atrás de um exemplar do Green Blood. Agora é procurar por um novo mangá. Talvez eu vá naquela banca novamente, onde tudo começou.

Por Caroline Pinna

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobrevivência e horror com Until Dawn


Until Dawn é uma próxima aventura de sobrevivência e horror, jogo desenvolvido pela Supermassive Games e publicado pela Sony Computer Entertainment para o PlayStation, exclusivo para PS4.

Quando oito amigos ficam presos em um refúgio, as coisas rapidamente se transformam de forma sinistra e eles começam a suspeitar de que não estão sozinhos. Sam (Hayden Panettiere), Josh (Rami Malek), Jessica (Meaghan Martin), Mike (Brett Dalton), Emily (Nichole Bloom), Matt (Jordan Fisher), Ashley (Galadriel Stineman), and Chris (Noah Fleiss) passam a noite em uma cabana no aniversário da morte de um de seus amigos, sem saber que eles estão sendo caçados por um serial killer enlouquecido. 

Tomado pelo medo e com as tensões no grupo correndo em alta, você será forçado a tomar decisões rápidas que podem significar vida ou morte para todos os envolvidos. Cada escolha que você faz enquanto estiver jogando como cada um dos oito amigos, mesmo os aparentemente triviais, vai esculpir a sua própria história única.

Until Dawn é projetado para ser repetido várias vezes, como os jogadores não serão capazes de compreender a história completa com apenas uma jogada. Cada jogada vai durar cerca de 9 horas de duração e na mecânica do jogo irá utilizar um novo sistema de in-game chamado de "Efeito Borboleta", em que qualquer escolha de ação pelo jogador podem causar grandes consequências imprevisíveis mais tarde. Ao longo do jogo os jogadores irão tomar decisões difíceis durante dilemas éticos ou morais, tais como a sacrificar um personagem para salvar outro. 

O sistema de "Efeito Borboleta" borra a linha entre as decisões certas e erradas, e é possível para os jogadores manter todos os oito personagens vivos ou matar todos eles, permitindo que por muitos caminhos e cenários jogadores podem tomar diferentes e múltiplos finais aparentemente intermináveis.

Performances de um elenco de Hollywood, incluindo Hayden Panettiere, são de arrepiar, e são trazidos à vida com o poder do PlayStation 4. Suas ações vão decidir quem sobrevive até o alvorecer .

Por Paula Inojosa

domingo, 5 de julho de 2015

30 anos que parecem 3 dias - Parte 3/3


MELHORES CURIOSIDADES REFERÊNCIAS DE TODOS OS TEMPOS

Além das diversas curiosidades presentes no filme, há também muitas referências ao universo da ficção científica. Vamos ver se vocês lembram ou conhecem algumas delas?

  • Logo nos créditos de abertura, um dos relógios do Doutor Brown mostra um homem pendurado no ponteiro de um relógio, referência clara a uma cena do filme “O Homem Mosca” (1923), com Harold Lloyd. A cena ganhou outra homenagem quando o Doc. – interpretado por outro Lloyd – fica pendurado no relógio da torre.
  • A data em que Martyvolta para 1955, 5 de novembro, é a mesma data da viagem no tempo mostrada no filme “Um Século em 43 Minutos” (1979).
  • Hill Valley é uma cidade fictícia, mas a locação usada para representar o lugar é a cidade californiana de Petaluma, a mesma usada em Gremlins, lançado 1 ano antes.
  • O nome completo do Doc é EmmetLahtrop Brown. Lendo ao contrário EmmetLahtrop, terá algo que lembra “portal” (porthaL) e “time” (temmE).
  • A cena em que MartyMcFlyse passa por Darth Vader do planeta Vulcano – com direito a saudação da raça de Spock - era para ser bem maior do que a mostrada no filme. Por questão de tempo (outra ironia), a sequência foi quase toda cortada. Na cena alternativa, Marty saca um secador de cabelo como arma capaz de derreter cérebros.
  • O nome do fazendeiro Peabody, que criava dois pinheiros, é uma referência a um desenho educativo da década de 60 sobre viagens no tempo ,” The Bullwinkle Show”. Mr. Peabody era um cachorro que viajava com seu humano Sherman entre o tempo e espaço.
  • Coisa que todo mundo em sã consciência sabe: Os cachorro do Doutor em 1955 chama-se Copérnico, em homenagem a Nicolau Copérnico (não diga!), e o de 1985 chama-se Einstein (não consigo imaginar por qual motivo).
  • MartyMcFly foi o responsável pela “criação” do rock. Na clássica cena em que o personagem toca “Johnny B. Good”, o músico do baile Marvin Berry liga para o seu primo Chuck e pede para ele escutar o som. Chuck Berry é uma das lendas vivas do rock, responsável pela música original.
  • Há uma singela homenagem ao diretor Stanley Kubrick no primeiro filme. No laboratório de Doc. Brown, quando Marty conecta sua guitarra em um amplificador, aparece um aviso com os dizeres "CRM-114". CRM 114 é o nome do decodificador de mensagens de Dr. Fantástico (1964) e 114 o número serial da exploração em Júpiter, de 2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968).
  • Quando Marty chega em 1955, ele mata acidentalmente um dos pinheiros de Peabody. Em 1985, há um shopping no lugar onde ficava a fazenda, chamado “Twin Pines Mall” (Shopping Pinheiros Gêmeos). Quando Marty volta de 1955 para 1985, o shopping passou a se chamar “Lone Pine” (Pinheiro Solitário). Tadinho...
A PRODUÇÃO
As cenas de 1955 foram gravadas primeiro, devido ao cenário construído nos estúdios da Universal, que devia se aparentar bonito durante os anos 50 e desgastado nos 80. O que os produtores fizeram? Filmaram todas as cenas externas que mostrava a praça do Relógio da Torre e depois bagunçaram tudo para parecer que o lugar estivesse velho e mal tratado. Ao todo, foram 100 dias de filmagem, só que só terminou em abril de 1985; devido a isso, quase que o filme teve de ser adiado para agosto. Para que o tempo cooperasse com um filme que mais abordou conceitos temporais, editores de vídeo e som tiverem que dar duro trabalhando 24 horas por dia.

A famosa trilha sonora do filme ficou sob a responsabilidade de Alan Silvestri. Inicialmente, Spielberg não ficou muito satisfeito com a trilha que Silvestri havia feito, pois o cineasta prefere composições com temas épicos e que fiquei na cabeça das pessoas. Aconselhado por Zemeckis para impressionar Spielberg, Silvestri refez o tema principal do filme duas semanas antes da pré-estreia. O resultado, todos nós conhecemos. Por sugestão do compositor, a banda Huey Lewis andthe News criou duas canções tema para o filme: “The Power of Love”, indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, e “Back in Time”.

LANÇAMENTO E LEGADO
Quando finalmente lançado, em 3 de julho de 1985, De Volta Para O Futuro estreou em 1.200 salas nos EUA. Michael J. Fox não pôde participar das premières do filme, pois estava gravando um especial de Family Ties em Londres, nem mesmo pôde promover o filme e isso fez com que Zemeckis achasse que De Volta Para O Futuro seria um fracasso comercial. Apesar disso, o longa-metragem passou 11 semanas em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA.

O filme acabou arrecadando US$ 210.609.762 na América do Norte e US$ 170.500.000 em outros países, acumulando um total mundial de US$ 381.109.762, sendo a maior arrecadação do ano de 1985.

O legado de De Volta Para o Futuro é, de fato, gigantesco e pesado (no bom sentido). É um filme que, depois de 30 anos, consegue ser aclamado tanto pelo público quanto pela crítica por ter a incrível capacidade de sempre permanecer atual. Tanto os 3 filmes da trilogia tem suas sequências icônicas que serviram de inspiração para muitos filmes e séries, principalmente o primeiro. Temos: logo no início, a abertura ao som de “The Power of Love”, com Marty andando de skate pela cidade de Hill Valley; a clássica cena da primeira experiência com a viagem no tempo com o cachorro Einstein (que nas cenas internas do Delorean era um ser humano vestido de cachorro); a clássica chegada de Marty a 1955; a confusão que o personagem faz na história de seus pais; a épica sequência de perseguição com Marty no skate – o skate tornou-se mais popular depois do lançamento do filme, isso é um fato -; o baile e a famosa sequência em que o Doutor fica pendurado no relógio. Atire a primeira pedra aquele que desconhece qualquer uma dessas sequências!


De Volta Para O Futuro, felizmente, jamais precisará passar pelo vexame de ter uma refilmagem. Os próprios Gale e Zemeckis já confirmaram, para a alegria dos verdadeiros fãs da saga, que só haverá um remake quando eles morrerem (e espero que isso leve muito tempo). Não há como reinventar um verdadeiro clássico, coisa que a trilogia já se tornou.

Nessa longa estrada da vida, gerações futuras perceberão que para onde eles forem jamais precisarão de estradas, tampouco de remakes desnecessários, e, assim, colocarão seus óculos futuristas (que deviam ter sido lançados esse ano) e assistirão De Volta Para O Futuro original como um presente atemporal.  

Por Luke Rigaud

sábado, 4 de julho de 2015

30 anos que parecem 3 dias - Parte 2/3


PRIMEIRAS IDEIAS
O ano de 1955 foi atribuído à história por Gale e Zemeckis, pois, de acordo com os cálculos dos cineastas, um jovem de 17 anos de 1985 viajando para encontrar seus pais na mesma idade significaria viajar para a década de 50 (30 anos atrás). A época também foi escolhida por ter sido um marco da ascensão da juventude elemento cultural, destacando-se os rebeldes e os mocinhos, o nascimento do rock n' roll, a expansão dos subúrbios, sem falar que a década de 50 ficou conhecida como “Os anos dourados”.

A ideia inicial da trama possuía duas coisas meio que absurdas: MartyMcFly seria um tipo deempregado do Doc. Brown e a máquina do tempo um dispositivo laser que ficava instalado numa sala que seria anexado a uma geladeira e levado para o deserto de Nevada para um teste atômico onde, preso à traseira de um caminhão, era conduzido para a explosão para aproveitar seu poder nuclear. A ideia foi logo vetada, pois Spielberg temia que crianças entrassem na geladeira de suas casas para fazer alguma bobagem. Houve várias modificações até a famosa frase do Doc. Brown surgir na mente do diretor: “Se vamos fazer uma máquina do tempo, por quê não fazer com estilo?!”, então, surgiu a ideia do Delorean.

Vocês sabiam que o título “De Volta Para o Futuro” (Back To The Future) foi considerado ruim pela Universal? O estúdio achou que o tal nome não chamaria atenção do público e cogitaram mudar para “O Astronauta de Plutão” (Spaceman from Pluto). Felizmente, o título original permaneceu.

ELENCO
Michael J. Fox, nosso eterno MartyMcFly, não foi o primeiro a ser selecionado como o icônico viajante do tempo. Apesar de J. Fox ter sido a primeira escolha, este não estava com tempo disponível (que ironia, não?) na sua agenda, devido a série “Family Ties” (Caras e Caretas). As segundas opções de Spielberg e Zemeckis eram C. Thomas Howell e Eric Stoltz. Esse último foi escolhido para o papel e chegou a gravar várias cenas; porém, o ator não tinha o carisma que os produtores queriam para Marty. Após várias negociações com a produtora de Family Ties, Zemeckis e Spielberg conseguiram Michael J. Fox para o filme! Ah, Ralph Macchio, o Karatê Kid (de verdade), recusou interpretar MartyMcFly.

Christopher Lloyd foi o segundo ator a ser escolhido para interpretar o excêntrico Doc. Emmett L. Brown, após John Lithgow ter ficado indisponível para o papel. Originalmente, Lloyd havia recusado interpretar o Doutor, mas, após ler melhor o roteiro a pedidos de sua esposa, o ator achou interessante a proposta do filme e sua personagem, aceitando a oferta. Lloyd acabou fazendo um dos melhores trabalhos de sua carreira, se inspirando no maestro LeopoldStokowski e no cientista Albert Einstein para criar os trejeitos do Doutor Brown. Chegando até a pronunciar “gigawatts” da maneira como os cientistas pronunciam: “jigowatts”.

Os pais de Marty, George e Lorraine, foram respectivamente interpretados por Crispin Glover e Lea Thompson. Crispin é 3 anos mais jovem que seu “filho” e improvisou bastante para incorporar o pai nerd e desajeitado de Marty; não retornou nos filmes anteriores devido a um desacordo no contrato. Thomas F. Wilson, o Biff, foi perfeitamente escolhido para interpretar o vilão que atormentaria a família McFly na trilogia. As maquiagens de Lea, Crispin e Thomas no futuro levavam cerca de 3 horas para ficarem prontas.

Claudia Wells neta do cultuado escritor de ficção científica H.G.Wells, interpretou Jennifer, namorada de Marty, apenas no primeiro filme, pois sua mãe estava doente e preferiu passar mais tempo com ela. Foi substituída por Elisabeth Shue nas partes II e III.

CONTINUA...

Por Luke Rigaud

sexta-feira, 3 de julho de 2015

30 anos que parecem 3 dias - Parte 1/3


Às vezes, eu olho para trás e reflito: “como assim, eu não era nascido em 1985?”. De tanto que eu assisti – e ainda assisto, obviamente – a trilogia “De Volta Para O Futuro”, uma das obras mais sensacionais que a sétima arte já viu e que jamais será substituída por outros filmes com a temática “viagem no tempo”, sinto como se tivesse vivido, não só os anos 80, mas a década de 50 e o final do século XIX. O futuro nós estamos vivendo hoje, mesmo que o nosso 2015 não seja tão... espetacular quanto a visão de Robert Zemeckis, Bob Gale e Steven Spielberg.

Neste ano de 2015, porém, temos que concordar que há uma coisa realmente espetacular que deve ser comemorado: o fato de o filme original de 1985 e suas sequências continuarem atemporais! Ou seja, a inexistente possibilidade de haver um remake ou coisas do tipo que só provam o despeito hollywoodiano pelas obras cinematográficas originais. Hoje em especial, dia 3 de julho de 2015, são comemorados os 30 anos do lançamento de “De Volta Para O Futuro” nos cinemas americanos, coisa que parece ter acontecido ontem... o que pode, de fato, ter mesmo ocorrido.

Na matéria especial dos 30 anos de um dos filmes mais importantes de todos os tempos (é melhor se acostumarem com as brincadeirinhas que envolvem tempo, pois essa matéria terá várias delas), fiz uma lista com curiosidades e fatos sobre o primeiro longa da trilogia.

Portanto, recarreguem a câmara de plutônio para chegar a 1,21 gigawatts, ligue os motores ajuste os circuitos de tempo para 1985 e atinja 88 milhas por hora!!!!

O INÍCIO
A ideia de De Volta Para o Futuro veio das mentes absurdamente criativas de Bob Gale e Robert Zemeckis, no início dos anos 80, após este primeiro ter encontrado no porão de sua casa um anuário da época do colégio de seu pai, descobrindo que ele havia sido presidente de classe; Gale, então, ficou se perguntando se seria amigo de seu próprio pai no colégio, se vivesse naquela época passada.

Após o roteiro ter sido recusado por 40 vezes (sério!), a Universal Pictures aceitou desenvolver o projeto devido o sucesso de “Tudo Por Uma Esmeralda”, de Zemeckis, colocando Steven Spielberg como produtor executivo. O resultado, vocês já viram, reviram, estão vendo e irão rever. 

CONTINUA...

Por Luke Rigaud

segunda-feira, 29 de junho de 2015

29 de junho - Dia do Dublador

Dia 29 de Junho é comemorado o Dia do Dublador e por que não falar desses profissionais que sempre fizeram parte da nossa infância? Desde que passamos a assistir a TV aberta, nos acostumamos a ouvir “versão brasileira Herbert Richers”. Assistíamos a Dragon Ball Z e quando terminávamos de cantar Chala Head Chala, falávamos juntos “versão brasileira Álamo” (ah vai, eu sei que você também falava!).

Infelizmente esses estúdios acabaram fechando as portas por causa dos estúdios que “nascem” no quintal de casa e cobram mais barato. O fato é que esses profissionais merecem respeito, tanto quanto qualquer profissional de outra área, mas principalmente porque seu trabalho é uma arte que não pode ser feita por qualquer um. Uma das principais perguntas para dubladores é como fazer para trabalhar no ramo e a resposta é sempre a mesma: é necessário, no mínimo, um curso de teatro, pois, assim como os atores de filmes/seriados, dubladores também precisam atuar na hora de dublar. Mas se engana quem acha que só dubla quem é ator, muitas vezes não atores dublam jogos e filmes e, na maioria das vezes, a dublagem não sai lá grande coisa. Por isso temos muitos motivos para ser contra a dublagem de jogos ou filmes onde a dublagem é feita por um cantor (que nunca atuou) ou um apresentador (vide Luciano Huck em Enrolados) e isso acontece principalmente pelo simples fato das distribuidoras acharem que o fulano ou beltrano famoso irá atrair mais público.

Não podemos nos esquecer também que o processo de dublagem não é tão simples como parece, e, muitas vezes, jogos são criticados pela dublagem, porque a voz não está em sincronia com a boca do personagem, mas o fato é que só é mandado para o estúdio (no caso de jogos) o áudio a serem dublados com um breve resumo da cena e só. Eles não têm acesso a imagens, como em filmes, séries e desenhos.

Apesar das dificuldades, a dublagem brasileira está entre as melhores do mundo e não podemos denegri-la simplesmente por ela ser brasileira, pois temos a cultura de que tudo no Brasil não presta e por isso, até em uma dublagem bem feita, muitos falam que é um lixo.

Por André Mota